Club Noir em matéria da revista Werner: Minimalista, cosmopolita, universal

A Club Noir saiu em destaque na última edição da revista Werner, confira o resultado:

Minimalista, cosmopolita, universal

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Matéria na revista Werner.

Club Noir defende a moda autoral, como caminho para a diferenciação e se posiciona como incentivadora de produções inteligentes que fogem do lugar comum.

Indo pelo lado oposto ao segmento do fast fashion, a moda autoral vem ganhando destaque e força no cenário pernambucano. Vanguardista, a estilista Flávia Azevedo acredita que a criação independente está começando a ser reconhecida no Recife. “É um processo muito lento porque a cidade não conta com desfiles que lancem os estilistas locais nacionalmente. O que salva o nosso trabalho é o apoio da imprensa que nos acolhe de braços abertos”, argumenta, explicando também que é alheia às fabricações em larga escala, pois acredita que as pessoas preferem exclusividade.

Foto da elegantérrima coleção Baroque, que remonta um cunho histórico e cultural.

 

Foi movida à paixão pelo universo fashion que Flávia deixou para trás a carreia como fonoaudióloga, com especialização em neurologia, para se aperfeiçoar na área. Em meados de 2008, idealizou uma marca de moda onde ela pudesse ser a mente criativa enquanto Eduardo Salazar, seu marido e sócio, ficaria responsável pelo setor administrativo-financeiro. E assim surgiu a Club Noir. Inovadora e minimalista, a marca tornou-se referência na criação de coleções atemporais, acompanhando, na mais perfeita sintonia, a acelerada inovação que move a indústria fashion. Viciada em originalidade, a estilista vive uma busca constante pelo novo para atender a um público cada vez mais exigente, que gosta e entende do assunto: mulheres elegantes que, embora amem as variações do preto, permitem-se viver experiências com cores que contrastam com os looks monocromáticos presentes em quase todas as criações.

Usando traços simples, porém com sofisticação e despojamento simultâneos, a Club Noir visa conquistar a mulher cosmopolita, urbana e globalizada. Modelagens amplas e fluidas, que não revelam o corpo, também fazem parte do lifestyle da grife, bem como a assimetria e a atemporalidade das peças, que são monitoradas quanto ao acabamento, caimento e qualidade de matéria-prima. Afinal, para agradar consumidoras cada vez mais exigentes e, a pedidos de clientes, habitués da marca nestes cinco anos, as modelagens foram reconstruídas com base nas peças destaque de linhas anteriores.

evolucao

A evolução da marca.

Este ano de 2014 marcou algumas mudanças para a empresa. A inauguração da fábrica no ateliê da designer, em Boa Viagem, por exemplo, trouxe mais autonomia para produção, já que antes a marca contava com serviços terceirizados, além de Pernambuco, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.  A ideia de controlar sua própria produção surgiu, então, a partir da percepção da necessidade de integrar o mercado de atacado para atender, futuramente, a demanda de multimarcas em todo o Brasil. Inserir a Club Noir no mercado de e-commerce ainda neste ano também faz parte dos planos da marca. “Diante da procura e percebendo a necessidade de satisfazer o público-alvo de fora do estado, decidimos disponibilizar as peças autorais  para venda nacional”, adianta Eduardo.  O serviço personalizado também se configura como novidade, pois visando contemplar suas clientes, Flávia resgatou o conceito de ateliê, no qual as roupas são confeccionadas sob medida, em peças que vão da numeração 34 a 48.

Em pesquisas recentes acerca do comportamento de moda, Flávia percebeu a necessidade de produtos inteligentes para a mulher madura. “Ao criar uma coleção, eu penso em peças atemporais e versáteis para serem consumidas por pessoas que se identificam com o minimalismo, comprimentos midi e formas amplas”, pontua, salientando ainda que, com o passar do tempo, a maneira de vestir-se sofre alterações e que é preciso fazer alguns dribles para omitir defeitos e ressaltar os predicados. Atualmente, a estilista está em fase de finalização da sua mais nova coleção, intitulada Expressionismo Urbano.

Inspirada neste conceito da arte que é entendido como forma de refletir o substrato do ser humano e natureza, Flávia fez uma viagem neste cenário artístico para criar o verão 2015 da sua marca. Apesar de ter o preto no DNA, para esta nova linha, assim como fez no verão passado, a designer investe no mix de tons, a exemplo do vermelho, pink, verde, azul, amarelo e branco. Esta atmosfera de cores deu origem a desenhos inéditos e estampas exclusivas em suas criações. Formas fluidas, leves e assimétricas em tecidos como viscose, tricoline premium, couro com toque interno de viscose e voil de algodão dão vida a bodies, blusas, leggings, casaquetos, saias-lápis, saias longas, vestidos nos mais variados tamanhos e macacões. São mais de setenta peças que começam a chegar às araras da grife no início de setembro.

A estilista e dona da marca Flávia Azevedo.

 

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