Choco-ARTE

É muito difícil você ouvir alguém dizer que não gosta de chocolate. A guloseima mais deseja de todos os tempos, sempre há um momento do dia em que bate aquela vontade de saborear um delicioso chocolate. A apreciação pela iguaria é tanta que muitas empresas e designers inovam na sua comercialização e reinventam cada vez mais na formula.

Nos fizemos uma seleção de chocolates que mais parece obras de arte, e que vão encher os olhos e deixar até mesmo os que não são tão fãs assim, com água na boca.

Sapatos e bolsas de chocolate da Choco Chic.

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 Chocolates de bigode da Ruiz+company.

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Chocolate sabor bacon da Vosges.

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Chocolate suíço com recheio de Jack Daniel’s da Goldkenn.

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Chocolate customizável da designer francesa Elsa Lambinet.

choc7Chocolate de modelar Choco Magic.

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Chocolate tipográfico, criado pelos designers do estúdio Dynamo.

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Chocolate para aspirar que não engorda.

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Chocolate com pétalas de flores da Zotter.

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Chocolate em formato de ovo de codorna da Knipschildt Chocolatier.

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Chocolate pencil do arquiteto e designer Oki Sato.

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Jogo de xadrez de chocolate.

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Chocolates de dominó do designer Williams Sonoma.

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Saladas para o verão parte I

O sol voltou a brilhar intensamente – como se aqui houvesse inverno – mas, esse ano as temperaturas baixaram um pouco, pelo menos para nós, o que significa que no calor, os termômetros subirão e muito. Desta forma, os pratos do projeto verão entram com tudo para quem deseja afinar a silhueta. Como o meu papel é dar sabor à vida, mesmo com poucas calorias, escolhi algumas saladas que vão muito além das folhas. Meu molho agridoce de mostarda e framboesa criado em 2000 é “must have”, pois já o testei de diversas formas e em novas fórmulas, porém a mais perfeita combinação é mostarda + framboesa.  Nas variações que provei, as melhores foram com mostarda + amora / mostarda + frutas vermelhas / mostarda + blueberry. Testem e elejam o seu. Voltemos às saladas comprem os ingredientes e mãos à obra!

SALADA AL MARE

Salada al Mare

Salada al Mare

 

Ingredientes:

Mix de folhas 90 g (alface francesa, crespa, americana e rúcula)

Camarão 80 g

Alho picado (meio dente)

Cubos de salmão 100 g

Molho de mostarda maracujá 50 ml

Azeite extravirgem 50 ml

Sal e pimenta a gosto

 

Preparo:

Tempere os camarões com sal e pimenta, refogue-os junto com alho. Grelhe o salmão (temperado com sal e pimenta do reino). Faça uma cama mix de folhas, adicione os cubos de salmão, os camarões e decore com o molho de mostarda maracujá.

Molho de maracujá

Ingredientes:

1 xícara  de suco e maracujá concentrado

Açúcar a gosto

1/2 colher de sopa de amido de milho

2 maracujás frescos (só a polpa)

Uma pitada de curry

 

Preparo:

Leve ao fogo numa panela o suco concentrado de maracujá com o açúcar (para retirar a acidez do suco) e deixe reduzir. Adicione o curry, o amido (dissolvido em um pouco de suco concentrado).  E por último a polpa da fruta. Deixe ferver e  desligue o fogo. Após esfriar, conserve em geladeira.

Entrevistando o Chef Leandro Ricardo

O Chef Leandro Ricardo, a partir de julho estará participando do blog como colunista de gastronomia. Para conhecê-lo melhor, confira a entrevista sobre a sua relação com este delicioso universo.

Leandro-ricardo

Como começou a sua história com a gastronomia? 

O meu namoro com a comida se deu primeiro à distância: olhando já que eu era muito pequeno e, depois, ajudando uma vizinha que era quituteira – Dona Nair (In Memoriam)- a fazer as suas delícias. Mesmo criança, ela me deixava ajudar. No trecho de uma crônica de São João escrita por mim, eu cito esta minha experiência na cozinha:

“Acontecia como um ritual, um rito. Todo ano tudo, das espigas (de milho) incógnitas a atividade incessante de ralar como se a vida esmigalhada se recompusesse em canjica.”

 Isso era uma descrição de como já via a cozinha, análoga a vida. Mas, a gastronomia de fato, chegou por meio do restaurante “O Navegador”, e foi Anna Luíza Costa Rego Brennand (In memoriam) a pessoa que me conduziu a esse universo. Comecei com 15 anos, e ela enxergou em mim a sensibilidade para cozinhar de forma mais ampla. Com 17 anos eu já chefiava a cozinha, tinha a meu favor o domínio de todos os ingredientes e temperos importados que acabavam de chegar no Brasil. Eu lia as bulas dos temperos em espanhol, que era mais fácil e depois não satisfeito comparava com o inglês, francês, italiano e alemão. Dessa forma aprendi o nome das coisas de cozinha em outras línguas…

Você fez cursos ou é autodidata?

Parece brincadeira, mas tudo o que aprendi foi lendo, perguntando, observando e fazendo. Nunca pisei em uma escola de cozinha e na faculdade, só entrei para dar aula a partir de 2003. Na verdade, só estudei até a 8º série que época, chamava-se ginasial. Tinha acabado de passar na ETFPE (Escola Técnica Federal de PE) pra edificações. Sonhava em ser arquiteto, mas coincidiu justamente com o convite de Anna Luíza e ela não me deu escolha. “Ou você estuda ou trabalha”, disse ela. E lá estava eu diante da grande encruzilhada de minha vida. Já depois de 10 de anos de atividade no ramo, ganhei alguns concursos que me deram passe livre para estagiar nas cozinhas do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro; Roanne, em São Paulo e Intercontinental também em São Paulo. A partir daí tive uma ideia sobre em que o meu trabalho poderia melhorar.

 Atualmente, onde podemos degustar o menu assinado por você?

Já tive um restaurante bem autoral com meu nome “Chef Leandro Ricardo”, e durou de 2003 a 2004. A partir dessa época fiquei mais conhecido por todos e comecei a fazer consultorias. O meu primeiro trabalho como consultor foi no “La Cuisine”, a convite de Sophia Lins, outra pessoa que acreditou no meu trabalho. Depois que o restaurante fechou fiquei só com as consultorias. Ou seja, para provar da minha culinária basta contratar os meus serviços para eventos.

Quais serviços você presta atualmente? É possível contratar o Chef LR para comandar um jantar em casa?

Sempre brinco que envolvendo comida faço todo tipo de evento. Pode ser um batizado de boneca, até velório, funeral… Entretanto, pra você ter uma ideia, fiz um jantar apenas para um casal no dia dos namorados. Deixei a comida toda organizada e fui dar continuidade a outro jantar no mesmo dia para mais convidados. Fiz o lançamento do novo creme da La Roche Posay  “Redermic” porque há 2 anos fiz um trabalho de pesquisa dos ingredientes fitoterápicos dos cosméticos que eram comestíveis. Também já transformei ingredientes de perfumes em pratos (Essas são as performances mais emblemáticas). Enfim, posso fazer desde jantares temáticos (indiano, egípcio, árabe, turco, marroquino, dentre outras culturas) até aulas jantares, além de cursos para cozinheiras domésticas e orientação na montagem de cozinhas (utensílios e aparelhos).

Bate bola com Leandro Ricardo:

Signo: câncer total
Cor que mais gosta: azul
Comida preferida: a mais simples e honesta possível
Perfume: como sou um especialista também nessa área fica difícil escolher um, mas com toda certeza todos da grife Hermès (sou fã do trabalho do perfumista exclusivo da marca Jean-Claude Ellena).

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Uma viagem marcante: a primeira viagem a Paris. Deu tudo errado, todos os meus sonhos de criança se desmoronaram. Achei tudo um horror!!!!!!!!!!
Um sonho: nunca poder deixar de sonhar

Se não fosse Chef, seria…?

Sinto, mas essa resposta vai ser longa kkkkkkk

Desde criança, muito pequeno mesmo, eu já desenhava. A minha forma de comunicação com o mundo sempre foi o desenho. Depois comecei a escrever e construir coisas em miniaturas: casas, móveis, etc. Depois, com uns nove anos, eu já sabia todos os nomes dos grandes estilistas estrangeiros da época e desenhava coleções inteiras (poderia ter sido estilista). Hoje me dedico, além da cozinha, a outras formas de arte, como a arte de embelezar pratos para fotos (food styling). Pinto e desenho, mas a comida é ainda a minha maior paixão. A mais necessária e efêmera de todas as artes. Para quê mais?  Como disse o poeta Fernando Pessoa:

“Outrora eu era daqui, e hoje regresso estrangeiro, Forasteiro do que vejo e ouço velho de mim. Já vi tudo, ainda o que nunca vi, nem o que nunca verei. Eu reinei no que nunca fui”.